sábado, 12 de dezembro de 2009

A menina que não cresceu

Angústia
S.f. Ansiedade física acompanhada de opressão dolorosa: os estremecimentos da angústia.
Inquietude profunda que oprime o coração: uma angústia mortal.
Filosofia. Experiência metafísica, para os filósofos existencialistas, através da qual o homem toma consciência do ser. (Sin.: agonia, ansiedade, apreensão, aperto.)


Acho que essa palavra define bem meu sentimento nos últimos dias.

Há algum tempo que ando na corda bamba, sem saber ao certo que decisão me fará sentir melhor. Não descobri. Tenho até a manhã de segunda-feira para fazer escolhas que mudarão meu início de ano e não sei se consigo fazer isso sozinha.

Covardia.

Fiz o que todas as crianças mimadas fazem quando se sentem perdidas: corri para o colo da mamãe. No meu caso, após perceber a estupidez das minhas ações, reconheci que meus 20 anos de existência ainda são inúteis quando ela não está por perto.

Sim, eu assumo. Não tenho habilidade, maturidade ou seja lá o que for para saber o que é melhor pra mim. E eu sinto muito pelas minhas instabilidades emocionais, mas ainda sou uma adolescente perdida num mundo novo, cruel e devastador.

Será que algum dia a gente cresce de verdade?

Será que algum dia eu vou ter minhas respostas?


Será que algum dia as coisas ficarão realmente claras?

Saudade da menina que fui um dia, num tempo físico não tão distante, mas que as vezes parece ter sido em outra era glacial.

Me perdi de mim e quem me achar por aí, por favor, devolva-me.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Das pedras no caminho

No meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra

(Carlos Drummond de Andrade)

Passei anos achando esse o poema mais tosco do mundo, quase tão bizarro quanto aquele que fala do burro que vai devagar, do cachorro que vai mais devagar ainda e da vida que é besta demais, meu Deus.

Mas o que eu não sabia, o que eu nunca desconfiei [me desculpem a ignorância] é que as pedras às quais Drummond se referia não eram necessariamente pedras de verdade, mas pedras psicológicas.

Pois é, no meu caminho também há pedras. Passo sobre uma, desvio de outras, algumas me acertam e ainda assim eu continuo aqui. E você também enfrenta suas próprias pedras.

O fato é que Drummond afirma ter passado pelas pedras de seu caminho e assim como ele eu também espero algum dia quando minhas retinas estiverem bastante fatigadas poder lembrar que “no meio do caminho tinha uma pedra” e que ela ficou para trás enquanto eu continuei.

E que as pedras de 2009 não voltem a cruzar meu caminho.

Amém.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Taynara e o amor

Taynara vendo fotos de um casal apaixonado e feliz, ou seja, cenas normais do cotidiano de qualquer pessoa. De repente o seguinte comentário:

- “Este homem está infectado pelo vírus do amor. Eca!”

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Sobre o final do mundo

A chuva cai silenciosa. É a noite que chora pesadamente o silêncio do mundo.

Sonhos se desfazem ao final da tarde.
Crianças sonham com a liberdade.
Adultos sonham com a mesma coisa.
O futuro não é tão diferente para todos, apenas trilhamos caminhos diferentes.

Um menino grita com outro em uma calçada  modesta. Na infancia acreditamos que tudo é o fim do mundo, na adolescencia acreditamos que tudo é pra sempre, mas a verdade é que isso é apenas o começo.

O mundo acaba todos os dias.
Pessoas se vão, pessoas surgem. E aonde estamos indo afinal!?

Li em algum lugar que o caminho é menos importante que o objetivo, mas é mentira. O caminho é a única certeza.
Quem garante que você vai chegar a algum lugar? Você sabe aonde quer chegar? Você sabe ao menos onde deveria estar agora?

É mais um dia que se vai. Sobrevivi.

E mais uma vez a mesma certeza:

"O futuro começa agora... Apenas começamos"

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04/12/2009

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Benditas

"...A vida é curta
Mas enquanto dura
Posso durante um minuto ou mais
Te beijar pra sempre o amor não mente, não
mente jamais
E desconhece do relógio o velho futuro
O tempo escorre num piscar de olhos
E dura muito além dos nossos sonhos mais puros
Bom é não saber o quanto a vida dura
Ou se estarei aqui na primavera futura
Posso brincar de eternidade agora
Sem culpa nenhuma..."

[Benditas - Zélia Duncan]

Sobre Atos e Reflexos


Matéria do portal G1 no dia 30/11/2009:




Como boa São Paulinda, eu vos digo:

Cada um tem exatamente aquilo que
MERECE.



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Olé, olé, olé, olá... =P

Do tempo